Sábado, 12 de Maio de 2012

wtf

The world is mad. Absolutely mad.

Segunda-feira, 7 de Maio de 2012

Menina da Lua


To my mother, with love.

Domingo, 22 de Abril de 2012

Estava aqui a pensar...

...que provavelmente o mal disto tudo, é a falta de interesse que as pessoas têm umas pelas outras.

Sábado, 14 de Abril de 2012

Sense of Style # 01

Pelo que tenho observado por ai, não é preciso ter muito dinheiro nem ser uma top model, para estar sempre bem.
É só uma questão de carisma, autenticidade, bom senso e um bocadinho de visão.
A mistura destes factores é sem dúvida um dom.

(Aqui entre nós: ser fashion victim deve ser uma canseira. Ter estilo é suposto dar muito trabalho?)


Look Book :



























Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Get a brain.

Em jeito de desabafo, acho incrível que neste país se dê tanto tempo de antena à estupidez humana. Eu sei que as pessoas precisam de rir, e esquecer a queda livre em que se vive por aqui, mas vá lá, colaborem para isto sair do buraco de uma forma mais eficaz e construtiva.
De repente sou bombardeada com celebridades emergentes, que invadem a tv, net, outdoors, jornais e revistas, etc, e que à conta da sua estupidez natural se fartam de ganhar dinheiro.
Ok, até admito que possa ter graça à primeira, mais pela incredulidade do que propriamente pelo nível de humor, mas é preciso bater tanto na mesma tecla e espremer a coisa até ao tutano?
Está visto que por aqui só se safa quem é  Zezé, Hélio, Tuxa, Sr. Fernando ou outra espécie qualquer de cromo.

Get a brain!

Sexta-feira, 23 de Março de 2012

I Feel It All





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Há dias a que chamo "puzzle days" porque está tudo tão perfeitamente encaixado, que isso só pode ser um sinal de que estou no sítio certo, à hora certa (ou pelo menos gosto de pensar que assim é.)

E este foi um dia assim.

Depois de ter passado a tarde em modo Fernando Pessoa, à noite, no tão esperado momento "Feist", o irlandês Fionn Regan, dá início à primeira parte apresentando-se: "Olá, eu sou Fernando Pessoa"... E eis que surge o "PLIM" mental indicador de um "puzzle day".

Next: Feist
A sério que me comove a entrega de um "artista", seja em que área for. Entretenimento à parte, o que eu espero verdadeiramente quando pago para ir ver um espectáculo, é conseguir sentir que aquilo que estou a ver tem algo de real, de cutâneo, de entranhas, de genético, e que o que de mais "seu" há naquelas pessoas, está ali a ser simplesmente dado, com toda a verdade e honestidade, e depois de um processo que poderá nem ter sido fácil.

E Leslie Feist, armada de toda a sua boa disposição e savoir faire (desenganando quem estava à espera de uma miúda meio hipster em ligeros movimento de cabeça para a esquerda e para a direita, enquanto despacha as suas boring songs) conseguiu em segundos cativar um Coliseu esgotado.
O talento é inegável, a voz limpa, segura e com aqueles toques de improviso que eu gosto, porque é a isso que chamo carisma. Os detalhes simples e eficazes, pois isto não é de todo um espectáculo pretencioso, e a prová-lo também o facto de, a certa altura, ter partilhado o palco com pessoas do público que tinha conhecido no dia anterior.
Foi entrega, conforto, floating time, mas ao mesmo tempo a energia de "Isto sou eu, e quero mesmo mostrar-vos o que tenho andado a fazer."

So right, so true.
É isso que eu quero.









Just for the record, o alinhamento:

Undiscovered First
A Commotion
Graveyard
How Come You Never Go There
Mushaboom
The Circle Married The Line
My Moon My Man
I Feel It All
So Sorry
Anti-Pioneer
The Bad In Each Other
Pine Moon
Comfort Me
Get It Wrong, Get It Right

The Limit To Your Love
Sealion
Let It Die

When I Was A Young Girl
Secret Heart
Intuition

Quinta-feira, 22 de Março de 2012

Uma razão para não mudar de canal quando passa publicidade...



by MSTF Partners to Portugal Telecom (4G)

Music: Sail by Awolnation

(...pelos vistos com inspiração no anúncio da agência francesa Buzzman, para o Nokia Lumia.)

Anyway, isto resume tudo o que a publicidade deve ser.

Quarta-feira, 21 de Março de 2012

“Fernando Pessoa, Plural como o Universo”

Definitivamente o espólio cultural de Portugal é das coisas mais ricas que temos, e essas ninguém nos pode tirar. Resta-nos lembrar para sempre, homenagear da forma mais nobre e passar a palavra às gerações seguintes.
A obra de Fernando Pessoa, que tem vindo desde sempre a inspirar outros autores, nas mais diversas áreas, é uma das grandes, se não a maior,  provas disso.
Provavelmente todos nós sabemos de cor pelo menos um dos seus versos, porque em determinada altura veio ao nosso encontro, e fez todo o sentido.

O homem inadaptado, que se decompôs em heterónimos na busca da expressão, e ainda assim permaneceu inquieto até ao fim, está agora em exposição na Fundação Calouste Gulbenkian até ao dia 29 de Abril.



  

































E são tantas as palavras de Pessoa que poderia aqui deixar, e tão impossíveis de resumir...

(...)
   Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.   
  Sentir tudo de todas as maneiras.  
  Sentir tudo excessivamente,  
  Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas  
  E toda a realidade é um excesso, uma violência,  
  Uma alucinação extraordinariamente nítida  
  Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,  
  O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas  
  Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.  
 

(...)

Afinal | Álvaro de Campos
____


(...)    
     Acordo de noite subitamente, 
    E o meu relógio ocupa a noite toda. 
    Não sinto a Natureza lá fora.
    O meu quarto é uma cousa escura com paredes vagamente brancas.
    Lá fora há um sossego como se nada existisse.
    Só o relógio prossegue o seu ruído.
    E esta pequena cousa de engrenagens que está em cima da minha mesa
    Abafa toda a existência da terra e do céu...
    Quase que me perco a pensar o que isto significa,
    Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
    Porque a única cousa que o meu relógio simboliza ou significa
    Enchendo com a sua pequenez a noite enorme
    É a curiosa sensação de encher a noite enorme
    Com a sua pequenez...
(...)

Acordo de Noite | Alberto Caeiro
____

(...)
     Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem!
     Fôssemos nós como devíamos ser
     E não haveria em nós necessidade de ilusão ...
     Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida
     E nem repararmos para que há sentidos ... 
     Mas graças a Deus que há imperfeição no Mundo
     Porque a imperfeição é uma cousa,
     E haver gente que erra é original,
     E haver gente doente torna o Mundo engraçado.
     Se não houvesse imperfeição, havia uma cousa a menos,
     E deve haver muita cousa
     Para termos muito que ver e ouvir. . .


No Entardecer | Alberto Caeiro




Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Mar Adentro




"Mar adentro, mar adentro. Y en la ingravidez del fondo, donde se cumplen los sueños. Se unen tantas voluntades para cumplir un deseo. Un beso enciende la vida con un relámpago y un trueno. Y en una metamorfosis mi cuerpo no es ya mi cuerpo. Es como penetrar al centro del universo. El abrazo más pueril y el más puro de los besos, hasta vernos reducidos en un único deseo. Tu mirada y mi mirada como un eco repitiendo sin palabras: más adentro, más adentro. Hasta el más allá del todo por la sangre y por los huesos. Pero me despierto siempre y siempre quiero estar muerto. Para seguir con mi boca enredada en tus cabellos".

Ramón Sampedro  (Javier Bardem ) 
*
[ Mar Adentro de Alejandro Amenábar ]

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Sounds of 2011

Agora que já passou quase um mês, posso fazer um balanço daquilo que ouvi durante o ano que passou.
Novos albums, novas bandas, novas descobertas. Porque estar por aqui é um filme, e todos os filmes têm Banda Sonora, aqui deixo algum dos melhores sons que marcaram o meu ano.

LOCAL NATIVES
GORILLA MANOR
[ Foi sol, praia, good vibes, noites quentes de janela aberta. Várias vezes me acompanhou no ipod e no carro. ]


BON IVER
FOR EMMA, FOREVER AGO
&
BON IVER
[ Talvez a descoberta do ano. É Londres, frio, estrada, chuva no vidro, chá quente e horas tardias. Mas também vai ser sol, sem dúvida. ]
ARCADE FIRE
THE SUBURBS
[ Fantástico! O melhor concerto do ano. SBSR ao rubro numa noite de Verão. É energia colectiva, suor no rosto e impulsos de felicidade. São mil luzes que acendem na memória. É aquele abraço. O pó do caminho que se faz a pé. ]

FEIST
METALS
[Maior delicadeza é quase impossível. É um susurro ao ouvido. Uma casa no meio do nada com cortinas a esvoaçar. É o dia a nascer e a entrar pela janela. Um gato aninhado no colo.]